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Resenha: piloto Dead of Summer

Dead of Summer é mais uma produção de terror/suspense que veio nessa onda de produções do gênero após o já consolidado sucesso das séries American Horror Story e The Walking Dead. Porém, dessa vez, o cenário é um acampamento de verão americano. Aqueles que a gente sempre via na sessão da tarde e não sabia porque não tínhamos no Brasil. Lembra?

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Pois bem, depois de assistir o piloto de Dead of Summer você nunca vai querer ter ido em um. Em linhas gerais, a série se passa no final dos anos 80, período de férias escolares em um acampamento chamado Camp Clearwater, lá nos Estados Unidos. Aparentemente, o local foi o cenário de diversos crimes e rituais macabros, elementos que conduzem todo o mistério e sustos do primeiro episódio.

Parece clichê e lembra filmes como Sexta-feira 13, mas, ainda assim, é uma série que se sobressai pela qualidade do elenco (Elizabeth Mitchell, de Lost, é a dona misteriosa do acampamento). Outro ponto positivo da série foram as artes promocionais, sendo a mais famosa um poster onde se via uma pessoa sentada em um balanço, sem a parte de cima do corpo. Cruzes!

Mas nem tudo é um mar de flores. Longe disso.  Depois de assistir ao piloto, constatei que Dead of Summer tinha potencial, mas peca pelo excesso. É muito efeito especial e tentativas exageradas de dar sustos. O que quebra totalmente o clímax.

E a construção do clímax é o que sobra em séries de sucesso, onde o terror geralmente é o mote principal, mas divide cena com diálogos interessantes, dramas internos e reais. The Walking Dead, por exemplo, não é uma série só de zumbi. É uma trama de sobrevivência e, acima de tudo, de convivência.

Enquanto isso, Dead of Summer é uma série de mortes em um acampamento. E só.

Observação: Ok, foge do lado obscuro, mas não poderia deixar de indicar a excelente série de comédia Wet Hot American Summer. Tem no Netflix, quem assistir comente aqui!

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The Five – Minissérie de TV escrita por Harlan Coben

Só quem já leu Não Conte a Ninguém, Desaparecido para Sempre, Confie em mim, e outros livros do americano Harlan Coben, geralmente publicados no Brasil pela editora Arqueiro, conhece a habilidade do autor em construir um bom suspense.

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Eu li esses três e posso dizer: o ponto alto de Coben são os seus finais chocantes, que usam e abusam do emocional do leitor sem dó nem piedade (se você sabe do que estou falando, por favor comente esse post).

Para quem gosta desse estilo, descobri uma novidade bacana que precisa ser compartilhada: a minissérie televisa “The Five”, criada pelo autor e exibida pelo canal Sky1, na Inglaterra.

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A trama acompanha a vida de um grupo de amigos. Há vinte anos, enquanto brincavam na floresta, Jesse o irmão de cinco anos de um deles, desapareceu misteriosamente. Ainda abalados com o fato, duas décadas depois eles se veem obrigados a enfrentar o passado quando amostras de DNA do menino são encontradas na cena de um crime de assassinato.

The Five conta com 10 episódios e todos já foram exibidos lá fora. Aqui no Brasil, ainda não há nenhuma confirmação se algum canal comprou os direitos de exibição. De qualquer forma, para os mais apressados como eu, já dá para ver online.

Até o fechamento desse post, vi os dois primeiros episódios da série. O primeiro apresenta os personagens e dá início ao reencontro do grupo, motivado pelo mistério principal da trama. O passado é mostrado por meio de flashbacks que, a cada momento, revelam um pouquinho mais do que realmente aconteceu no dia em que o garotinho desapareceu. O clima é aquele de filmes e séries policiais: delegacia, cenas de crimes e dramas familiares. Nada de muito diferente.

Já o segundo episódio é mais interessante. Apresenta um novo caso dentro do mistério principal. Parece confuso, mas é bem elaborado pois trata-se do mesmo assunto: pessoas desaparecidas. Gostei demais.

Se vai ser uma série memorável eu ainda não sei. Mas acredito na escrita de Harlan Coben que, como dito no começo dessa resenha, desperta aflição com suas histórias e consegue surpreender.

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