Crítica do filme: Celular, 2016, baseado em um livro do Stephen King

Stephen King é rei. Fato. Acredito que não seja necessário nem ler uma de suas obras para saber da contribuição do autor norte americano à cultura pop mundial. Pois bem, a pauta da vez é o filme “Celular” (Cell, 2016), adaptação cinematográfica de mais um de seus livros, sendo a última edição brasileira publicada pela editora Suma das Letras.

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Vamos ao enredo… na trama, acompanhamos o desenhista Clayton Riddell, vivido por John Cusack, que tenta reencontrar o seu filho após uma transmissão misteriosa que atingiu os celulares de todo o mundo e transformou os usuários em criaturas descontroladas e violentas.

A ideia em si é bem interessante e pertinente, pois surgiu de uma crítica do King ao observar o uso excessivo de celulares e outras tecnologias pelas pessoas ao seu redor. E isso foi lá em 2006, quando o livro foi oficialmente lançado. A repercussão foi grande, quem lia descrevia a obra como um romance brilhante, difícil de largar e , acima de tudo, alarmante. Sucesso total.

E a coisa foi rápida: no mesmo ano os diretos foram comprados, o roteiro foi escrito e a produção do filme começou. Até que os problemas começaram: o anúncio de lançamento foi feito, mas o diretor contratado abandou o projeto. Toda a produção ficou parada até 2009, ano em que o roteiro precisou ser rescrito e finalizado e a escalação do protagonista foi feita. Ufa!

De lá pra cá, sete longos anos, o filme ficou indo e vindo com uma notícia aqui, uma foto do elenco ali. Nada muito sólido. Até que o estúdio resolveu soltá-lo em 2016, com direito a poster bacana e trailer interessante nos cinemas para alegria dos fãs (ou não).

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Pois bem, a primeira coisa que posso dizer ao terminar de ver “Celular” é que ele não deveria ter sido lançado de jeito nenhum. É uma sucessão de erros, que há muito tempo eu não via no cinema. Absolutamente NADA funciona. Roteiro porco, sem carisma, cenas vazias, efeitos especiais de péssima qualidade e uma direção sem zelo nenhum pela matéria prima.

Diante do resultado final, eu sinceramente não sei o que foi filmado em 2009 e o que foi filmado em 2015,  quando foi feita uma pós-produção e se foi feito algum ajuste nesse tempo. Só sei que em tempos de “The Walking Dead” é esperado ver um material do mesmo tema com, no mínimo, um lado técnico parecido. O público não aceita menos que isso. E o que vemos em “Celular” está muito, mas muito mesmo, abaixo do que o esperado. Uma pena.

 

Nota: 0,5/5

 

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Um pensamento sobre “Crítica do filme: Celular, 2016, baseado em um livro do Stephen King

  1. M disse:

    Para quem já leu o livro..fica bem claro que os ‘zumbis’ do Celular não são nada iguais aos zumbis do tipo The Walking Dead.
    Pra começo..eles não são movidos por fome..por instintos animalescos
    Eles são controlados, e agem em prol do bando.
    Portanto, creio que essa fuga da normalidade que tem se tornado os filmes de zumbi é bem vinda..
    A história não se trata de sangue e gente comendo gente..se trata de um pai que atravessa um bando atrás do filho, mesmo sem saber se pode salvá-lo.

    Curtir

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