Arquivo mensal: junho 2016

Resenha: Vozes de Tchernóbil – Svetlana Aleksiévitch

“A coisa mais justa no mundo é a morte. Ninguém ainda pode evitá-la. A terra dá abrigo a todos: aos bons, aos maus e aos pecadores.”     

Uma roda gigante amarela e enferrujada na frente de prédios cinzentos e abandonados. Essa imagem é um dos símbolos da cidade fantasma mais famosa do mundo, Pripyat, localizada próxima ao reator nuclear de Tchernóbil (ou Chernobyl), cuja explosão ocorreu trinta anos atrás.

Sempre fui apaixonado por locais abandonados e qualquer um que tenha essa admiração já ouviu falar de Tchernóbil. O desastre nuclear contaminou quase três quartos da Europa e fez com que a Ucrânia chamasse atenção do mundo todo.

Até então, eu não conhecia a Svetlana Aleksiévitcha, ganhadora do Prêmio Nobel da literatura de 2015 e autora do brilhante “Vozes de Tchernóbil”, que chegou recentemente ao Brasil pela Editora Cia das Letras. Mas isso não me impediu de buscar referências e comprar o mais rápido possível o livro. Não deu outra, se tornou uma das minhas leituras Favoritas DA VIDA. São 383 tocantes páginas de histórias reais, muito bem narradas.

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A escrita é poética, pesada e melancólica. Os relatos da autora foram colhidos durante vários anos e tratam de todos aqueles que tiveram suas vidas tocadas pela radiação. A organização da obra prima não é feita de forma cronológica, mas aproveita para falar da queda do socialismo através da dor daqueles que não entenderam como o Estado poderia cometer erros, mentir ou/e matar seus próprios filhos.

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“…compreendi que na vida as coisas mais terríveis ocorrem em silêncio e de forma natural.” (Vozes de Tchernóbil)

Alguns críticos dizem que Aleksiévitch não faz literatura e sim documentos. Não importa os rótulos, Vozes de Tchernóbil: a história oral do desastre nuclear, é uma aula sobre perda, morte e a busca da identidade.

Se estiver interessado em conhecer o local, pode comprar sua viagem para Pripyat aqui, caso queira conhecer as vozes de uma guerra invisível basta confiar na minha opinião.

Nota: 5/5

 

 

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Resenha: Nany People – Ser Mulher Não É Para Qualquer Um

Eu sempre gostei da Nany People: uma personagem curiosa, alegre e com muita bagagem, que constantemente faz aparições na TV, boates e nos teatros pelo Brasil. E a simpatia vai além disso, só quem é da comunidade LGBT sabe da importância das drags na luta pelos direitos humanitários igualitários. Enquanto alguns de nós fazem uma ou outra passeata por aí, elas vestem a causa, como um acessório fixo, um corselet apertado, mas necessário.

Esses são alguns dos motivos que já fazem a biografia da Nany, intitulada “Ser Mulher Não É Para Qualquer Um”, publicada pela editora Planeta e escrita pelo Flávio Queiroz, ser uma opção interessante de leitura para 2016.  Mas te garanto que tem muito mais.

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Vamos à sinopse… “Ser mulher não é para qualquer um” narra a trajetória pessoal de Nany People que, como ela mesma diz, nunca saiu na Playboy, mas vive no imaginário das pessoas. Chegou a São Paulo aos 20 anos sem muitos recursos, mas com muita determinação. Dos shows que fazia como drag queen em casas de espetáculo, passando pelo teatro e por rádios, logo alçou voo para a televisão, conquistando de vez o Brasil. Assinou uma coluna na G Magazine por quase dez anos, fez programas de rádio na Jovem Pan e na 89 FM, trabalhou como repórter nos programas de Goulart de Andrade, Amaury Júnior e Hebe Camargo. Sua veia cômica a levou para o banco do programa “A praça é nossa”, de Carlos Alberto de Nóbrega.

Hoje Nany atua principalmente no teatro e na televisão. Mesmo passando por inúmeros obstáculos na vida, Nany nunca deixou de fazer piada. Essa marca registrada acaba sendo sua maneira particular de celebrar a vida. Mais do que experiências, Nany compartilha com os leitores detalhes comoventes de sua história. Ser mulher definitivamente não é para qualquer um.

Bacana, não? Uma das principais vantagens do livro é a intimidade evidente entre Nany e Flávio no momento de nos contar a trajetória da atriz. Ela segue com o relato e ele vai bordando as palavras. É tão mágico que, mesmo escrito por outra pessoa, dá para escutar a voz alta e imponente da humorista durante a leitura.

E a magia não para por aí. Na verdade, a odisseia do garoto do interior que se descobriu e construiu seu próprio conto de fadas tem passagens até na Disney (e que passagem emocionante, minha gente). É para soltar as lágrimas e abrir a cabeça, para si mesmo, para o mundo.

Nota: 4/5

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Resenha: Pega lá uma chave de fenda – Ruth Manus

Ruth Manus escreve para o Estadão, toda quarta-feira algum texto delicioso surge na sua coluna Vida & Estilo. Pela editora Benvirá, recentemente ela publicou o livro de textos inéditos chamado Pega lá uma chave de fenda (e outras divagações sobre o amor).

Resenha: Pega lá uma chave de fenda - Ruth Manus.

Tem amor para gatinhos também.

A obra curta é uma coleção de contos, crônicas e poesias divididas em seções rápidas onde a autora mostra as várias facetas do amor sob uma perspectiva positivista e leve.

Um exemplo claro é o poema “Os meses” onde o texto simples toca o coração de qualquer leitor que já se apaixonou: “Morri de medo./Guardei segredo./E chorei, às vezes./Tive medo dos meses./Eu me culpei./Surtei.”

Ruth Manus homenageia o amor gay, o amor de família, de cônjuges e amigos. É uma mulher para frente e seus textos refletem sua alma livre. As 136 páginas acabam em uma sentada, mas deixam um gostinho de felicidade e de quero mais.

Se a Martha Medeiros e Fabrício Carpinejar literários tivessem uma filha, essa seria Ruth Manus.

Nota: 4/5.

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Crítica do filme: Celular, 2016, baseado em um livro do Stephen King

Stephen King é rei. Fato. Acredito que não seja necessário nem ler uma de suas obras para saber da contribuição do autor norte americano à cultura pop mundial. Pois bem, a pauta da vez é o filme “Celular” (Cell, 2016), adaptação cinematográfica de mais um de seus livros, sendo a última edição brasileira publicada pela editora Suma das Letras.

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Vamos ao enredo… na trama, acompanhamos o desenhista Clayton Riddell, vivido por John Cusack, que tenta reencontrar o seu filho após uma transmissão misteriosa que atingiu os celulares de todo o mundo e transformou os usuários em criaturas descontroladas e violentas.

A ideia em si é bem interessante e pertinente, pois surgiu de uma crítica do King ao observar o uso excessivo de celulares e outras tecnologias pelas pessoas ao seu redor. E isso foi lá em 2006, quando o livro foi oficialmente lançado. A repercussão foi grande, quem lia descrevia a obra como um romance brilhante, difícil de largar e , acima de tudo, alarmante. Sucesso total.

E a coisa foi rápida: no mesmo ano os diretos foram comprados, o roteiro foi escrito e a produção do filme começou. Até que os problemas começaram: o anúncio de lançamento foi feito, mas o diretor contratado abandou o projeto. Toda a produção ficou parada até 2009, ano em que o roteiro precisou ser rescrito e finalizado e a escalação do protagonista foi feita. Ufa!

De lá pra cá, sete longos anos, o filme ficou indo e vindo com uma notícia aqui, uma foto do elenco ali. Nada muito sólido. Até que o estúdio resolveu soltá-lo em 2016, com direito a poster bacana e trailer interessante nos cinemas para alegria dos fãs (ou não).

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Pois bem, a primeira coisa que posso dizer ao terminar de ver “Celular” é que ele não deveria ter sido lançado de jeito nenhum. É uma sucessão de erros, que há muito tempo eu não via no cinema. Absolutamente NADA funciona. Roteiro porco, sem carisma, cenas vazias, efeitos especiais de péssima qualidade e uma direção sem zelo nenhum pela matéria prima.

Diante do resultado final, eu sinceramente não sei o que foi filmado em 2009 e o que foi filmado em 2015,  quando foi feita uma pós-produção e se foi feito algum ajuste nesse tempo. Só sei que em tempos de “The Walking Dead” é esperado ver um material do mesmo tema com, no mínimo, um lado técnico parecido. O público não aceita menos que isso. E o que vemos em “Celular” está muito, mas muito mesmo, abaixo do que o esperado. Uma pena.

 

Nota: 0,5/5

 

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Bazar literário: Pechinchas do mês de Junho

Dia dos Namorados deveria ser todos os dias, né? Ainda mais para quem é apaixonado por livros. Nesse mês, no bazar do Virei a Página, temos histórias picantes, quadrinhos medievais, fantasias e muito mais.

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São precinhos que merecem um beijo, ok?  Para comprar é só comentar o post com o livro desejado e o seu e-mail. Lembrando que nossa equipe é limpinha e bem conservada, igual os livros de junho!

 

01 – HQs GUERRA DOS TRONOS (3 PRIMEIROS VOLUMES)

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O inverno está chegando em HQ. Você já leu os livros. Assistiu a série na HBO. Agora o romancista Daniel Abraham e o ilustrador Tommy Patterson apresentam a fantasia épica de George R.R. Martin na adaptação oficial para graphic novel. Este primeiro volume reúne as seis primeiras HQs originalmente publicadas nos EUA.

“O inverno está chegando” é o lema da casa Stark, o feudo mais ao norte entre os que devem fidelidade ao Rei Robert Baratheon na distante Porto Real. Lá, Eddard Stark de Winterfell governa em nome do rei e vive em paz com sua mulher, Catelyn, seus filhos Robb, Brandon e Rickon, suas filhas Sansa e Ayra, e o bastardo Jon Snow. Mais ao norte, atrás da imponente Muralha, vivem os selvagens Wildlings. Depois que Jon Arryn, a Mão do Rei (segunda pessoa mais importante dos Sete Reinos depois de Vossa Majestade) morre em circunstâncias misteriosas, Robert se dirige a Winterfell com sua família: sua mulher, a rainha Cersei, seu filho, o príncipe Joffrey, e os irmãos da rainha, o esgrimista Jamie e o anão Tyrion, da poderosa casa Lannister.

Enquanto isso, através do Mar Estreito, o príncipe Viserys, herdeiro da derrotada casa Targaryen, que uma vez governou toda Westeros, planeja recuperar o trono com o exército do bárbaro Dothraki; cuja lealdade ele pretende obter com a única moeda que possui: sua bela e ainda inocente irmã, Daenerys.

Preço por aí: R$ 44,90 cada + frete/ No  Virei a Página: R$ 45,00 os três primeiros volumes/Frete Free

 

 

02 – OS MAGOS

 

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Quentin Coldwater é um gênio precoce às vésperas de entrar na faculdade. Como a maioria das pessoas, Quentin acreditava que a magia não era algo real. Acreditava. Tudo muda quando ele é surpreendentemente admitido em uma universidade – muito antiga, muito secreta, muito exclusiva – de estudos mágicos, ao norte de Nova York. Após se esgueirar por um terreno baldio do Brooklyn na tarde de inverno em que deveria ter feito sua entrevista para entrar em Princeton, Quentin se vê, em pleno verão, no idílico campus da misteriosa Brakebills. Ali – não antes de um difícil e cansativo exame de admissão – ele dá início a uma extensa e rigorosa iniciação ao universo acadêmico da feitiçaria moderna; ao mesmo tempo, descobre também os princípios boêmios da vida universitária – amizades, amores, sexo e álcool.

 

Preço por aí: R$ 49,00 frete/ No  Virei a Página: R$ 30,00 /Frete Free

 

03-  COLEÇÃO DEATH NOTE – BLACK EDITION – VOL. 1 A 6

 

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Um do mangás mais aclamados pelo público volta em edição especial! Sem nada de interessante para fazer no Mundo dos Shinigamis, o Deus da Morte Ryuk deixa cair intencionalmente na Terra o seu Death Note. O caderno possui poderes macabros: a pessoa que tem seu nome escrito nele, morre! O Death Note acaba indo parar na mão de Light Yagami. Aluno exemplar, porém entediado, ao descobrir os sinistros poderes do caderno negro, decide virar um justiceiro e varrer a criminalidade da face da Terra. As seguidas mortes de criminosos em vários países diferentes acabam chamando a atenção da Interpol, que, por sua vez, pede ajuda ao maior detetive do mundo, conhecido apenas por “L”, para resolver o caso. Inicia-se assim um frenético jogo de gato e rato entre Light e seu perseguidor implacável , enquanto Ryuk diverte-se com os acontecimentos que se desenrolam em decorrência do uso do Death Note.

Preço por aí: R$ 187,90 + frete/ No Virei a Página: R$ 140,00 / Frete Free

 

 

04 – ZONAS ÚMIDAS

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Helen Memel tem 18 anos e hábitos no mínimo escatológicos. Usa os aromas vaginais como perfume em gotas atrás das orelhas, cultiva caroços de abacate que gosta de introduzir na vagina e sente imenso prazer em sentar nos vasos sanitários públicos quando estão bem sujos. Ela também nos confessa, sem qualquer sombra de pudor, que tem enorme orgulho de suas hemorroidas com aspecto de couve-flor.

A ação se passa no setor de proctologia de um grande hospital alemão, onde a protagonista e narradora da história se recupera de uma cirurgia no ânus. É quando ela tem a oportunidade de refletir sobre seu corpo – entre uma e outra fantasia sexual com a equipe de enfermeiros que se tornam sua maior companhia no quarto do hospital. A intervenção foi necessária devido a um acidente provocado por ela mesma numa tentativa frustrada de barbear sozinha suas partes íntimas.

Depois do sucesso de vendas na Europa, a personagem criada por Charlotte Roche é considerada por muitos uma heroína feminista ousada, mas o livro chegou a ser inicialmente rejeitado por várias editoras alemãs, que o consideraram pornográfico. Segundo a autora, Zonas Úmidas vai além disso: ‘Eu quis escrever sobre sexualidade feminina e propositadamente exagerei nos detalhes. Escrevi cenas com a intenção de deixar as pessoas excitadas, com o rosto corado e quente, como quando assistem a uma cena mais explícita de sexo na TV’.

 

Preço por aí: R$ 22,90 + frete/ No Virei a Página: 10,00 (dez real, meu povo)/ Frete free

 

05 – COMO SABER SE SEU GATO ESTÁ PLANEJANDO MATAR VOCÊ

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Aquele ser felpudo que gosta de afiar as unhas no seu sofá pode até parecer um gatinho inofensivo. Na cabeça dele, porém, é um felino altamente perigoso. É uma pantera, um tigre, um enorme leão-da-montanha! Seu gato gosta de pular na sua cama de manhã, acordando você bem cedinho para fazer massagem na sua barriga? Se você considera isso uma demonstração de carinho do seu bichano, cuidado! Talvez ele esteja verificando seus órgãos internos, procurando por pontos fracos para usar quando… for matar você! Fenômeno na internet, Como saber se seu gato está planejando matar você é brilhante e extremamente engraçado. Seja você um gatófilo inveterado ou simples simpatizante, encontrará aqui uma maneira divertida de compreender a mente desse felino tão misterioso. Você pode até morrer, mas de rir!

 

Preço por aí: R$ 27,40 + Frete/ No Virei a Página: R$ 15,00/ Frete Free

 

 

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Crítica do filme: Como Eu Era Antes de Você (2016)

“Como Eu Era Antes de Você”, um dos romances literários mais simpáticos e envolventes dos últimos anos, finalmente chegou aos cinemas brasileiros para alegria dos fãs. E quem já foi assistir na pré-estreia, como nós, pode confirmar que “Como Eu Era Antes De Você”, o filme, não faz feio e entrega com louvor uma adaptação digna, charmosa e muito bem produzida.

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Para quem ainda não conhece, vamos ao enredo: Louisa Clark, também chamada de “Lou”, vive em uma pequena cidade na Inglaterra. Sem direção certa em sua vida, a criativa e peculiar garota de 26 anos vai de um emprego a outro para tentar ajudar sua família com as despesas. Seu jeito alegre no entanto é colocado à prova quando enfrenta o novo desafio de sua carreira. Ao aceitar um trabalho no “castelo” da cidade, ela se torna cuidadora e acompanhante de Will Traynor, um banqueiro jovem e rico que se tornou cadeirante após um acidente ocorrido dois anos antes, mudando seu mundo dramaticamente em um piscar de olhos. Não mais uma alma aventureira, mas o agora cínico Will, está prestes a desistir. Isso até Lou ficar determinada a mostrar a ele que a vida vale ser vivida. Embarcando juntos em uma série de aventuras, Lou e Will irão obter mais do que esperavam e encontrarão suas vidas — e corações — mudando de um jeito que não poderiam ter imaginado.

Já deu uma suspirada por aí? Então prepare-se. Tem muita coisa boa no filme que vocês vão adorar. Para começar é preciso dizer que a escolha de Emilia Clarke, a Daenerys de Game Of Thrones, para a Lou foi certíssima. A atriz se joga em uma atuação que vem lá do fundo da alma, esbanjando simpatia, humor e uma beleza modesta, bem parecida com a personagem do livro. Além disso, podemos dizer que Emilia está em um ótimo momento na carreira, o que certamente atrairá mais público para as sessões de Como Eu Era Antes de Você pelo mundo.

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Sam Claflin também faz bonito no papel de Will. Se você se emocionou no trailer, pode preparar o lenço para um festival de belas e tocantes cenas que envolvem o personagem e sua descoberta em um momento trágico do verdadeiro significado do amor. Foi uma opinião unanime após a sessão: essa é a melhor atuação de Sam Claflin até hoje. Lembrando que ele já esteve em outras seis adaptações literárias: Branca de Neve e o Caçador, O Caçador e a Rainha do Gelo, Jogos Vorazes – Em Chamas, Jogos Vorazes – A Esperança, parte 1, Jogos Vorazes – A Esperança, o final e Simplesmente Acontece.

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Hmmm… que mais? Ah sim: o clímax do filme é muito gostoso. Para quem leu o livro, publicado no Brasil pela editora Intrínseca, podemos dizer que o filme foca nos momentos mais importantes da história, sem atropelar nada, mas dando à devida importância. Para enaltecer esses momentos uma trilha sonora foi muita bem escolhida, combinada com uma fotografia elegante.

Por fim, a dica é: assistam Como Eu Era Antes de Você o mais rápido possível! Leve os namorados, as namoradas, quem leu, quem não leu, leve quem você goste. Afinal, compartilhar uma bela história também é um ato de amor.

Nota: 4/5

 

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The Five – Minissérie de TV escrita por Harlan Coben

Só quem já leu Não Conte a Ninguém, Desaparecido para Sempre, Confie em mim, e outros livros do americano Harlan Coben, geralmente publicados no Brasil pela editora Arqueiro, conhece a habilidade do autor em construir um bom suspense.

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Eu li esses três e posso dizer: o ponto alto de Coben são os seus finais chocantes, que usam e abusam do emocional do leitor sem dó nem piedade (se você sabe do que estou falando, por favor comente esse post).

Para quem gosta desse estilo, descobri uma novidade bacana que precisa ser compartilhada: a minissérie televisa “The Five”, criada pelo autor e exibida pelo canal Sky1, na Inglaterra.

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A trama acompanha a vida de um grupo de amigos. Há vinte anos, enquanto brincavam na floresta, Jesse o irmão de cinco anos de um deles, desapareceu misteriosamente. Ainda abalados com o fato, duas décadas depois eles se veem obrigados a enfrentar o passado quando amostras de DNA do menino são encontradas na cena de um crime de assassinato.

The Five conta com 10 episódios e todos já foram exibidos lá fora. Aqui no Brasil, ainda não há nenhuma confirmação se algum canal comprou os direitos de exibição. De qualquer forma, para os mais apressados como eu, já dá para ver online.

Até o fechamento desse post, vi os dois primeiros episódios da série. O primeiro apresenta os personagens e dá início ao reencontro do grupo, motivado pelo mistério principal da trama. O passado é mostrado por meio de flashbacks que, a cada momento, revelam um pouquinho mais do que realmente aconteceu no dia em que o garotinho desapareceu. O clima é aquele de filmes e séries policiais: delegacia, cenas de crimes e dramas familiares. Nada de muito diferente.

Já o segundo episódio é mais interessante. Apresenta um novo caso dentro do mistério principal. Parece confuso, mas é bem elaborado pois trata-se do mesmo assunto: pessoas desaparecidas. Gostei demais.

Se vai ser uma série memorável eu ainda não sei. Mas acredito na escrita de Harlan Coben que, como dito no começo dessa resenha, desperta aflição com suas histórias e consegue surpreender.

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Holding the Man é o filme gay que vai te emocionar em 2016

Encontrar um bom filme com temática gay hoje em dia não é tão fácil. Nos cinemas então, quase impossível. Por isso, depois de uma temporada de abstinência, fiquei muito feliz em assistir o australiano Holding the Man, produzido em 2015, e ainda sem data de estreia prevista no Brasil. Pasmem: o filme emociona bastante e merece uma atenção de quem aprecia o gênero.

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Na história, acompanhamos o casal Tim e John, que se apaixonam na adolescência e desenvolvem uma relação duradoura durante 15 anos de suas vidas. John é um jogador de futebol, enquanto Tim é um aspirante a ator. Suas diferenças ficam ainda mais evidentes entre descobertas sexuais, conflitos familiares, separações e perdas, que ambos precisam lidar durante a jornada de crescimento.

Longe de ser um blockbuster de verão, Holding the Man, como era de se esperar, não contou com uma divulgação maciça, sendo exibido apenas em restritos festivais LGBTs pelo mundo. Mas um burburinho significativo aconteceu depois que o cantor Sam Smith postou suas considerações sobre o filme no Instagram. Veja um trechinho:

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Em tradução rápida, Sam fala o quão significante Holding the Man foi em sua vida, tanto o filme quanto o livro (sim, é baseado em um livro que é baseado em fatos reais). O cantor ainda destaca a importância desse tipo de gênero no cinema para que pessoas como ele, assumidamente gay, possam assistir algo com que realmente se identifiquem. Por fim, ele agradece à equipe de produção e aos atores e faz um apelo para que todos assistam essa história de amor. Bacana, não?

De volta à resenha, Holding the Man ganha pontos por ser produção modesta, mas sincera. Me lembrou em muitos momentos o adorável “Um Amor para Recordar”, que se apoia exclusivamente no carisma dos seus personagens. Nenhum dos dois concorrem a prêmios, mas ganham corações. Vale a pena!

Nota: 3,5/5

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Resenha: Tá todo mundo mal: O livro das crises – Jout Jout

A jornalista Juliana Tolezano, dona do famoso canal do Youtube Jout Jout Prazer, que atualmente conta com 870 mil inscritos, é autora de Tá todo mundo mal: O livro das crises. O canal da jovem de vinte e cinco anos estourou quando o vídeo Não tira o batom vermelho saiu, com uma conversa sincera sobre relacionamentos abusivos.

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Atualmente, Julia é voz importante em discussões feministas e varia em seus vídeos que podem ser sobre como fazer um brigadeiro delicioso até em como não ficar frustrado com as expectativas alheias na sua vida.

O livro nasceu na onda em que as editoras criaram para vender mais, onde qualquer youtuber pode escrever qualquer coisa. Porém, felizmente, esse livro vai na contramão, a diferença está no qual a autora é da área onde escrita é importante, apaixonada por literatura e já trabalhou em duas editoras.

Tá todo mundo mal, título homônimo a um dos vídeos, são crônicas biográficas e curtas onde Jout Jout relata variadas crises de sua não tão extensa vida. Um leitor desavisado talvez procure um texto marcante, histórias inesquecíveis e frases de efeito, mas essa não é a intenção da obra e inclusive é uma das crises relatadas. Quem conhece o canal sabe que a normalidade de Julia é o que a tornou famosa e melhor amiga de muitas pessoas que não sabem se relacionar bem com o mundo.

Algumas das crises são bobinhas e logo de cara sabemos que foram criadas para preencher o livro, tal qual a crise de criar um tamagochi, no entanto uma delas é triste e inesquecível tanto para homens quanto para mulheres que tiverem contato com o texto, essa é a crise do medo de se estuprada. Não preciso falar mais.

Os textos são leves e valem a pena por não trazerem lições de moral desnecessárias. No fim das contas, a alma do livro pode ser resumida na frase de uma das músicas da britânica Jessie J.: “It’s okay not be okay.”

Nota: 3/5

 

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Os 5 livros mais vendidos na história da editora Intrínseca

Por trazer grandes lançamentos do mercado editorial gringo para o Brasil, a Intrínseca se tornou uma das editoras mais queridinhas entre os leitores que adoram novidades. Você talvez não se lembre, mas foi ela a responsável por levar para as livrarias sucessos como: a saga Crepúsculo, a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, o emocionante “Como eu era antes de você”, o perturbador “ Precisamos falar sobre o Kevin” e o memorável “A menina que roubava livros”. É muita coisa boa, minha gente!

 

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Além disso, a editora Intrínseca talvez seja a mais participativa do seu segmento nas redes sociais. Pode parecer jabá, mas não é. Atualmente, há uma evidente preocupação da parte deles em estar presente em todas as novas plataformas, como Face, Insta, Snapchat e, pasmem, até no spotify. E foi nessa onda de conteúdo, mais especificamente no programinha Bastidores da Intrínseca, exibido nas segundas e quintas no Snap da empresa, que me deparei com a curiosa lista “ Os 5 livros mais vendidos na história da editora”.

Quis dividir essa informação com vocês por ser uma listinha super curiosa. Afinal, não são todas as editoras que compartilham esses dados.  Lembrando que, não nosso TOP 5 não está em ordem.

A CULPA É DAS ESTRELAS 

SINOPSE: Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam.

O que achei: Super merecido. Taí um dos clássicos modernos da literatura Yong Adult, que precisa ser lido. Inteligente, engraçado e muito emocionante, sem ser piegas (alá Nicholas Sparks).

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

SINOPSE: Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

O que achei: Só de uma história ser narrada pela Morte, ela merece a nossa atenção. O livro surpreende pela fluidez e ternura em retratar um assunto tão pesada quanto a segunda Guerra Mundial.

CINQUENTA TONS DE CINZA

SINOPSE: Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

O que achei: Segundo a Helô, que apresenta o programinha “Bastidores da Intrínseca”, publicar a trilogia Cinquenta Tons foi um divisor de águas para a editora. E não é pra menos, esse livro deu o que falar.  O romance é envolvente e corajoso, trazendo práticas de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) de forma DETALHADA em suas páginas. Esse assunto tabu foi o que gerou tanta discussão em torno da obra.

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS

SINOPSE: Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.

O que achei: Não lemos.

CINQUENTA TONS DE LIBERDADE

Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade…

O que achei: Não lemos.

Seu livro favorito não apareceu no TOP 5 da intrínseca? Conta pra gente nos comentários!

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